ΑΝΕΞΑΡΤΗΤΟΙ ΠΑΝΑΘΗΝΑΙΚΟΙ
Το blog απευθύνεται αυστηρώςPublished on: 24.04.2012
Segundo matéria do Estadão de 27 de abril, Dilma diz que Eike Batista é o orgulho do Brasil! Maquiavel já dizia: "O principado origina-se do povo ou dos poderosos, conforme haja oportunidade de agir para uma ou outra destas partes, porque, vendo os poderosos que não podem resistir ao povo, começam a solicitar o auxílio de uma dessas partes, tornando-o príncipe." Rafael Moya
Artigo publicado no Jornal Correio Popular em 19 de abril de 2012.
Rafael Moya
O VALOR DO “NADA”
Matéria publicada no Correio Popular do dia 31 de março sobre a escassez hídrica joga luz a uma importante questão. Segundo a matéria, devido a isso, uma grande empresa que produz bens de alto valor agregado poderá não se instalar em nossa região. No dia seguinte, outra matéria que chama atenção é a que trata da articulação de prefeitos da região para reverter o tombamento da Serra dos Cocais que tramita no CONDEPHAAT. Ambas as matérias jogam luz a uma questão recorrente: o que fazer com as áreas “vazias”.
Nosso primeiro ímpeto quando vemos uma área sem construção feita pelo homem é dizer que naquele local não há nada. Segundo o professor José Francisco, da Faculdade de Engenharia Civil da Universidade Federal de São Carlos: “A desconstrução da paisagem, talvez pela arrogância de quem a planeja, leva-nos à sensação de que, em alguns casos, os espaços estejam vazios. O espaço/paisagem como espaço vazio é uso político do espaço. Enquanto figura política, como não poderia deixar de ser, o vazio apresenta prós e contras. Ele pode representar um ônus para a sociedade ou significar uma reserva estratégica de terrenos suscetíveis de receber usos novos face às necessidades de uma demanda futura. A falta de área disponível, então, numa dada localidade pode ser respondida, em tese, com uma nova utilização ao lado ou próxima, fazendo-se uso do vazio do entorno.”
Áreas verdes, ou “vazias”, cumprem diversas funções. Uma delas é realizar o controle da ocupação de uma determinada região, evitando assim, excessivo adensamento e seu conseqüente aumento do trânsito – em uma sociedade cada vez mais pautada pelo transporte motorizado individual. Outra função é controlar as enchentes com a absorção de água. Caso esta área “vazia” esteja arborizada, poderemos contar ainda com significativa melhora na qualidade do ar e da temperatura. Quanto à água, muitas destas desconstruções de áreas “vazias” ocorrem nas chamadas áreas de recarga, dificultado, ou até mesmo impedindo, que a água de chuva seja absorvida pelo solo levando-a até o lençol freático.
Dramaticamente, noto que grande parte do nosso pensamento político e econômico ainda insiste em ser a vanguarda do atraso. Percebemos que o tão almejado desenvolvimento é medíocre em seu alcance socioambiental. Na busca pela moeda de hoje, queimamos o tesouro de amanhã. É evidente que a preservação ambiental incorre em gastos ou ao menos reduz potencialidades de ganhos individuais ou de pequenos grupos. Mas se fizermos a contabilidade ambiental em nossas políticas – pensando no médio e longo prazo e de maneira mais republicana –, certamente concluiremos que vale a pena preservar e utilizar estas áreas de maneira sustentável.
Tratar a Serra dos Cocais como um entrave ao “desenvolvimento”, se não for um atentado à inteligência média, é um crime ambiental. Isto também se aplica à nossas praças, bosques e parques e grandes áreas públicas. Se não houver uma política pública séria, não apenas de preservação intocável, mas também de uso econômico e social sustentável, repetiremos os erros de outras nações. Estamos perdendo a possibilidade de mantermos um dos principais diferenciais do Brasil que são os recursos naturais.
Para toda ação há uma reação. Ao atuarmos na flexibilização de leis ambientais, não respeitarmos a legislação existente, não garantirmos condições dos órgãos de controle atuarem, permitirmos o crescimento desordenado, construímos o caos e perdemos oportunidades. Ao abrirmos mão de mantermos e respeitarmos as áreas rurais de grandes cidades, nossos parques e praças, como temos visto em Campinas, em nome de uma superioridade econômica do concreto e do asfalto em relação a figos e goiabas, também daremos nossa contribuição à escassez de água. O futuro pertencerá àqueles que conseguirem que a dinâmica política e econômica esteja em função da qualidade de vida das pessoas e isso passa diretamente por pensarmos de maneira mais grandiosa do que temos visto. A sustentabilidade tem que sair do marketing e ir para a prática.
“O que dá valor a uma xícara de barro é o espaço vazio que há entre suas paredes.” (Lao-Tse)
Rafael Moya, advogado, mestrando em Engenharia Urbana, e Presidente do Conselho Municipal de Meio Ambiente de Campinas (COMDEMA)
Entrevista com o Prof. Genebaldo Freire sobre Educação Ambiental e mudanças sociais. Creio que ele coloca as questões em seu devido lugar e vai à raiz da questão.
Rafael Moya
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Entrevista à rádio CBN Campinas sobre a elaboração dos Planos Locais de Gestão das Macrozonas de Campinas.
Rafael Moya.
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