ΑΝΕΞΑΡΤΗΤΟΙ ΠΑΝΑΘΗΝΑΙΚΟΙ
Το blog απευθύνεται αυστηρώςPublished on: 24.04.2012

Maria, uma mulher admirada aos olhos de Deus é escolhida para ser a Mãe do Salvador. Uma jovenzinha que encontrou Graças aos olhos de Deus, mesmo sem entender nada diz sim ao projeto de Deus, apenas faz uma indagação: como conceber um filho se ela jamais teria tido relação com homem algum? Mas o anjo responde (Lc. 1,35)... o Espírito Santo virá sobre você e a força do Altíssimo lhe cobrirá com sua sombra. Por isso, o Santo que vai nascer de você será chamado Filho de Deus.
Maria é mãe de Jesus e mãe de Deus? Esta pergunta pode ser respondida se interpretarmos a Palavra de Deus segundo o Espírito Santo. Vejamos que na saudação o anjo diz que aquele que dela nasceria seria filho do Altíssimo. Noutra passagem, Isabel não sabia que Maria estava grávida e no entanto a presença de Maria em sua casa Isabel a saúda dizendo: (Lc. 1,43) Como posso merecer que a mãe do meu Senhor venha me visitar? Logo que a tua saudação veio aos meus ouvidos, a criança saltou de alegria no meu ventre.
Para os judeus a palavra Senhor é somente pronunciada para Deus. Por estas palavras, seja do anjo, seja de Isabel podemos deduzir que Maria não é mãe somente de Jesus enquanto homem, mas torna-se também mãe de Deus a partir da encarnação de Jesus. Dizer que Maria não é mãe de Deus, em outras palavras é negar a divindade de Jesus.
Quando olhamos para Maria e percebemos sua atitude diante de Jesus ainda a admiramos mais, ela teve a incumbência de educá-lo, de formá-lo no seu caráter. Maria soube como ninguém sentir as angústias de Jesus. Quando Jesus assume sua vida pública ela assume a qualidade de primeira discípula de seu filho.
No evangelho seu nome aparece pouco, o evangelista que mais se atem a ela é Lucas, este procura mostrá-la como aquela que serve, a serva que mesmo tendo uma grande importância para a história da salvação torna-se a menor de todas, se prestarmos atenção veremos que Maria está sempre a servir. Serve sua prima Isabel; serve nas bodas de Caná. Maria é aquela que durante a vida pública de Jesus está o acompanhando de perto seus ensinamentos. Maria viveu para seu Filho.
Quando também refletimos Jesus como pessoa humana, podemos perceber que ele é na realidade um modelo de sua mãe, seja na aparência e mesmo no comportamento. Hoje a ciência diz que trazemos carga genética de nossos pais, isto é, somos uma soma de pai e de mãe, trazemos dentro de nós toda uma herança hereditária.
Jesus como pessoa humana sendo filho biológico somente de Maria, traz consigo toda esta herança genética de sua mãe, na verdade aquele sangue descido da cruz era o sangue de sua mãe (literalmente).
É importante também, dizer que quando Jesus ressuscita, o local onde ocorrem as reuniões dos apóstolos é na casa de Maria, como diz o livro do atos dos apóstolos. Por este acontecimento podemos deduzir que com a morte de Jesus, Maria assume a responsabilidade de condução dos discípulos, cabe a ela ser aquela que conforta, motiva os apóstolos a prosseguirem a missão dada por Jesus à eles.
O que fica para nós sobre esta esplêndida mulher é o modelo de Fé, modelo de serviço, modelo de amor ao próximo. O que fica para nós é a certeza que Maria foi e é uma mulher muito importante para a história da salvação.
Maria não foi simplesmente a genitora ou simplesmente a escolhida para trazer a Salvação. Mas foi aquela que, a partir do seu sim, Deus cria um novo mundo. Não aquele mundo onde a mulher, pela vaidade, pelo egoísmo destruiu, mas o mundo que através da sua humildade, Maria destrói a serpente. Enquanto uma mulher com o seu NÃO, destruiu todo o projeto de Deus, Maria, com o seu SIM, reestabeleceu a aliança do povo com Deus na pessoa de Jesus.
Ataíde Lemos Escritor e poeta

Cada um, ou melhor, cada religião possui um conceito de como seremos julgados por de Deus a partir de nossa morte.
Para uns, Deus é justo, e o sentindo de ser justo é o de fazer justiça, portanto, não é concebido alguém viver uma vida completamente fora dos princípios mínimos que Deus nos pede e ao morrer ganhar a vida eterna junto de Deus. Pois, se assim for, Deus não seria justo.
Para outros, Deus misericordioso, e sua misericórdia, está acima da sua justiça. Então, Deus acolhe a todos sem questionamentos. Ao refletirmos a história contada por Jesus do filho pródigo. Ele recebe o filho, sem nenhuma distinção e ainda o cobre de beijo e lhe devolve o anel, ou seja, o acolhe como filho.
Pois bem, nossos pensamentos não são os pensamentos de Deus, por isto, torna-se difícil analisarmos como é este julgamento. Mas, Jesus deixa sinal de como ele se dá, ao dizer que seu Pai não julga pelas aparências, mas sim, pelo coração. Ainda poderíamos pensar que Deus não nos julga pelas nossas ações e sim, pelo nosso coração, mas ao mesmo tempo, onde está as nossas ações está o coração.
Porém, acredito que Deus, não nos julga, mas sim, aceita a nossa escolha, desde que seja livre e consciente. Durante nossa caminhada neste mundo vamos fazendo escolhas, ou seja, ou buscamos viver de uma maneira ou de outra. Procuramos viver em comunidade, junto com os irmãos ou viver apenas para nós. Buscamos nosso crescimento humano, social, de partilha ou apenas o crescimento financeiro e assim, por diante. Da mesma forma, buscamos aceitar Deus como principio, meio e fim de nossa vida ou procuramos viver negando a vida após a morte e mesmo negando a sua existência. Porém é importante frisar que, mesmo o negando, Deus não nos nega, mas aceita nossa decisão.
Portanto, como coloquei, Deus não nos julga, mas nós quem fazemos em vida nossa opção após a morte. Se o negamos durante toda a vida, dizendo não, certamente, Deus respeitará nossa decisão, desde que ela foi livre, desde que nós, mesmo o conhecendo, optamos em não o aceitar.
O amor de Deus é livre, e também nos permite a liberdade. O amor de Deus é misericordioso, portanto, Ele entende nossas misérias. O amor de Deus é justo, por isto, age com justiça ao conceder-nos a liberdade de escolha.
O que nos salva não são nossas obras, mas sim a misericórdia de Deus que conhece o mais profundo de nosso Ser (Salmo 138). Somos salvos pela graça que está relacionada à misericórdia de Deus para conosco, pois nenhum de nós, por si só, é capaz de conquistar a salvação, por sermos todos pecadores sem exceção. Quando praticamos coisas boas, não somos nós quem o fazemos, mas é Deus que faz em nós, mas quando praticamos o mal, este sim, somos nós que o fazemos pela própria natureza humana, que nos leva a pratica-lo.
Portando, seja pela misericórdia ou pela justiça, nenhum de nós podemos julgar quem vai e quem não vai para junto de Deus na eternidade. Talvez o único que pode dizer se vai ou não, somos nós, de maneira particular, não tanto de nossas ações, mas sim, pelo nosso coração, quando temos consciência e somos livres para distinguir o que é certo ou errado diante aos olhos de Deus.
Ataíde LemosEscritor e poetaAutor do livro "O Abraço do Pai"

Jesus, ao estar conosco, dentre tantas missões, entre elas a de nos libertar da escravidão do pecado; anunciar a vida eterna; destacar o Reino de Deus entre nós; anunciar a Boa Nova, uma missão que gostaria de refletir é a de propor-nos o verdadeiro sentido da Paz, pois como Isaías coloca, Jesus é o Príncipe da Paz.
Quando pensamos ou falamos em paz, um dos primeiros pensamentos é fraternidade, respeito, igualdade, liberdade, direitos, etc. Certamente, tudo leva a paz. Porém, a verdadeira paz é aquela que está na proposta de Jesus, não somente numa paz de calmaria, numa paz entre povos, mas sim, numa paz substancial que é a “Paz de Espírito”. A paz que não vem do homem, mas que vem de Deus. A paz que sobressai diante o sofrimento da doença física, emocional e social. A paz que sobrevive às diversidades temporais da vida. A paz que nos dá serenidade para sobressair das mais diversas formas de tentações e opressões espirituais.
Jesus sempre referiu a paz, nas mais diversas situações em que viveu, e uma delas foi quando ao estar no Monte das Oliveiras, sabendo pelo qual iria passar, diz aos seus discípulos “A paz esteja com convosco” e logo em seguida é preso e passa por toda a paixão.
Pois bem, é preciso que vivamos na busca da paz entre os povos, mas primeiramente, devemos procurar viver esta paz proposta por Jesus dentro de nós, que é aquela que nos faz suportar toda as dificuldades do dia a dia. Que nos fortalece nos momentos mais difíceis da vida, nos dando sempre a certeza da vitória e de que não estamos sozinhos em momento algum. É esta paz que nos faz ser transformadores do mundo, porque vivendo esta paz, tornamos-nos espelhos e refletimos aos nossos irmãos. A paz que vem de Deus, nos torna testemunhos de que é possível ser felizes mesmo diante as dificuldades, diante dos sofrimentos e assim, fortalecemos a esperança para o outro.
Portanto, para sermos promotores da paz é preciso primeiro sentir esta paz que vem de Deus. Esta paz proposta por Jesus, que mesmo vivemos perseguições, mesmo não sendo aceito entre os seus. Mesmo vivendo uma vida, quase que toda ela excluída. Este Jesus que curou muitos e mesmo assim, pediram-lhe sua morte sempre manteve fortalecido anunciando a todos que vivam a paz. Jesus que depois de ressuscitado aparece aos seus discípulos que estavam reunidos amedrontados e diz “A paz esteja convoco”.Ou seja, Jesus é a paz que nos dá a paz.
Certamente, é esta paz que pode transformar a realidade. É esta paz que pode promover o homem em si mesmo e a partir dela, mudar sua realidade em volta estendendo a todos. Portanto, como discípulos de Jesus, pedimos esta paz a ele, para que ela (paz) seja a fortaleza de nossa vida e sejamos instrumentos para promover a paz.
Ataíde Lemos Poeta e escritor ( autor do livro O abraço do Pai)Embaixador da Paz

