ΑΝΕΞΑΡΤΗΤΟΙ ΠΑΝΑΘΗΝΑΙΚΟΙ
Το blog απευθύνεται αυστηρώςPublished on: 24.04.2012

Quem matou Gabriela Nichimura?
Segundo o parque Hopi Hari foi o mordomo o culpado da menina desabar de 20 metros de altura numa cadeira imprópria para uso havia muito tempo.
Nada cabe de culpa ao parque, sua direção ou qualquer empregado. Foi um acaso do destino, uma fatalidade. A japonesinha em férias no Brasil cometeu um suicídio e vamos encerrar o caso para não prejudicar as vendas do Hopi Hari e seus fantásticos brinquedos, afinal de contas Gabriela estava na hora errada e sentada no lugar errado.
Com as bençãos Papais em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo.
Sabe o que vai acontecer depois da morte da menina sem sorte?
Nada.
Vão desenterrar um Zé Mané sem lenço e sem documentos, auxiliar de serviços gerais, desdentado e ignorante como uma mula para dar uma de bode expiatório e ele será culpado por tudo até pela mudança do clima.
É assim que se resolvem as coisas aqui no Brasil que envolvem interesses comerciais de empresas que, geralmente, faturam horrores às custas da segurança das pessoas.
O Hopi Hari, na largada, disse que a menina não estava sentada na cadeira problemática cujo problema era sim de conhecimento da direção do parquinho e que ela estaria numa cadeira B qualquer.
Mentira. Agora as fotos pegaram a gerentada do porque de calcinhas na mão e que agora preferem fechar a matraca para não se comprometer ainda mais.
Dureza.
E Gabriela precisou viajar meio planeta de avião numa viagem de mais de 24 horas, na prática, para morrer no território brazuca por negligência da meninada feliz que explora um parque com a manutenção andando de cadeira de rodas.
Pior que isso.
O povão assiste a tragédia e no dia seguinte está na fila para comprar ingressos para seus filhotes. Aposto o Pão de Açúcar no Rio de Janeiro que o parque está cheio hoje dia primeiro de março de 2012 e as famílias achando tudo normal. Perdeu-se o senso de perigo.
É o mesmo que receber passageiros num avião velho remendado com arame e dizer que aquilo não tem perigo. Bah!
A justiça mais uma vez vai entrar no enrola, enrola, embroma, embroma e no final vai jogar no xadrez o Seu Mané vindo da Paraíba semana passada que veio varrer o chão do parque em troca de pirulitos Zorro como salário.
Um País que deixa gente dirigindo jetski na praia aniquilando até quem anda nas areias, que libera geral para parques matarem a granel, sabidamente não é um lugar onde eu gostaria de ter nascido, vivido ou morrido.
A polícia vai indiciar os responsáveis pelo parque, claro, um belo grupo de investidores que vai pagar sua licença para matar a preço de abacaxi na feira. O juizes vão condenar os réus a pagarem 2 cestas básicas ou ajudarem uma velhinha atravessar a rua. Ou até, quem sabe, dar de presente um carro novo para o filho do magistrado em troca de culpar o seu Zé.
De volta para o Japão os pais de Gabriela levarão na bagagem as cruzes de seu calvário, uma “banana” da justiça brasileira e uma indenização capaz de pagar um sanduíche de pão com “mortandela” na esquina, isso somente daqui a 300 anos quando eles estiverem enterrados, mortos e sepultados.
Vá pedir justiça para o padre isso sim.

VIROU MODA NAS PASSARELAS
Parece que quando se anuncia uma tragédia outra vem no vácuo e curiosamente desastres de quedas de pontes convidam outras pontes a caírem da mesma forma, assim com o desabamentos de prédios, agora a nossa Gisele das passarelas da desgraça em cidades grandes.
Cai prédio aqui outro cai acolá.
Cabem aqui algumas perguntas que ainda estão sem respostas:
· Será que os engenheiros hoje são menos preparados e constroem porcarias frágeis e que desabam com o sopro do lobo mal?
· Os prédios comerciais ou não estão desabando por conta de obras desautorizadas e pessimamente planejadas/executadas?
· A fiscalização dos órgãos competentes é só para inglês ver?
· Os moradores e ou condôminos tem medo de denunciar obras que alteram estruturas pelos confins do Brasil afora?
· A indústria de cimento fabrica este elemento com falta de qualidade fazendo desabarem prédios como se fossem castelos de areia?
Os desabamentos dos três prédios do Rio de Janeiro e agora um em São Bernardo do Campo revelam uma sequência de pequenos desastres que somados colocam abaixo as construções soterrando vidas e esperanças.
Eventos desta natureza não acontecem por um motivo isolado. Há uma cadeia de ações e comportamentos consecutivos e interligados para que desastres como esses venham a se transformar em tragédias de difícil digestão.
Normalmente os desabamentos tem uma sequência lógica e comprovada:
1. Construções picaretas abaixo dos padrões aceitáveis mínimos;
2. Falta de manutenção flagrante;
3. Obras misteriosas realizadas por empresas de esquina ou de fachada;
4. Desleixo e descaso dos moradores e ou locatários;
5. Inexistência de fiscalização por órgãos competentes e habilitados;]
No corre corre de retirar corpos, enterrá-los e no choro das famílias as mesmas desculpas de sempre: não foi ele, não foi ela, ninguém viu, ninguém sabia de nada, construtoras se apressam a dizer que foi o Zé Ruela o culpado, quem sabe o pobre zelador que sem querer pregou o cartaz do seu time predileto na parede e fez tudo desabar.
O poder público coloca as mãos no bolso vira-se “des costas” e finge grotescamente que ele não participa da série de eventos desabadores que ceifam vidas. Culpam os elementos e o coitado do lobo mal que soprou muito forte a casa dos Três Porquinhos.
A cadeia fica livre, assim, de receber os verdadeiros culpados por um complô abafador do ruído e clamor das famílias enlutadas.
A pior desgraça, após o cortejo das mortes e o enterro das vítimas, é o insolente desprezo pela solução da coisa toda que deixa pessoas sem resposta, sem lei e sem o parente morto.
Ninguém toma pulso disso porque?
A gangue que age no solo das grandes cidades e que atendem pelo nome de construtoras, constroem ao longo dos anos relações incestuosas com o poder público que fornece a elas carta branca para brincar com o perigo.
De outro lado, os órgãos reguladores e fiscalizadores recebem sua parte na propina geral para dar alvará para castelos de areia que se vê em toda parte.
Somado ao descontrole de obras realizadas internamente nos empreendimentos ao arrepio da lei da gravidade como, por exemplo, retirar uma coluna de sustentação e imaginar que o resto se sustente por levitação, engenheiros de fundo de quintal calculando resistência de materiais sem saberem como fazê-lo..
Síndicos analfabetos de pai e mãe que permitem obras de risco e moradores que apostam na grandeza do Deus brasileiro e que tudo terminará bem.
Há sinais, entretanto, previamente aos desabamentos emitidos claramente por edificações que estão no bico do corvo como se diz na gíria: rachaduras, portas que não fecham indicando empenamento do solo, janelas que se entortam, estalos, barulhos da estrutura, balanços inesperados, trincas e infiltrações.
A moda de o brasileiro ir até a farmácia e se automedicar faz contraponto ao desejo de bancar o engenheiro e fazer aquela reforma não autorizada e não devidamente calculada no prédio, não muitas vezes confiando apenas nas palavras do pedreiro que tem mais tarimba de meter a mão na massa do que o pobre engenheiro e sua régua de cálculo.
Se eu deixar a imaginação correr velozmente posso imaginar quantas arapucas estão armadas neste momento, quem sabe no prédio em frente à sua casa.
Agora que a água fez o barco afundar as prefeituras das grandes cidades ficam como baratas tontas tentando achar um jeito de tirar o lombo da picada da injeção e criando mecanismos futuros de fiscalização. Sabemos que a procriação de órgãos dessa natureza em nosso país, cuja corrupção é pandêmica conclui-se ser apenas mais um caça níquel para enriquecer as burras de quem já ganha com os desabamentos.
Tem por trás desse esquema uma indústria da tragédia isso pode ter certeza.
Enquanto isso o trabalhador reza desesperadamente para a santa das causas impossíveis, Rita de Cássia, para ajudar porque pode ser que seja seu ultimo dia naquele prédio balança que um dia cai.
Quantas pessoas vão ainda precisar morrer para que alguém do poder público tome conta desse descalabro que virou uma verdadeira usina de provocar tragédias?
Desaba aqui e acolá, mata ali a granel, noves fora bueiros que explodem, restaurantes que vão pelos ares, ruas que desaparecem nas crateras que surgem do nada.
O espaço público só serve mesmo para dar de comer às empreiteiras que se divertem quando tomba uma edificação, sinal de ganhos amanhã.
Ah me ajuda aí ô!!
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Magno Almeida Lopes, escritor e jornalista free-lancer, administrador de empresas com habilitação em negócios internacionais, tecnólogo de obras e solos, engenheiro de rede Lan, membro efetivo da academia Piracicabana de letras, MBA em comércio exterior. Piracicaba (SP), 10 de fevereiro de 2012. Email: lopesmagno@gmail.com

DEXA NÓiS LIVRE... DEXA NÓiS LIVRE
O filme que abriu as portas para Steven Spielberg na empresa Dream Works Pictures, "AMISTAD", contou com um elenco de superior grandeza linha liderado por Morgan Freeman, Anthony Hopkins, Djimon Hounsou e Matthew McConaughey.
O filme AMISTAD recebeu quatro indicações para o Oscar da Academy Award; melhor ator coadjuvante (Hopkins), melhor música, melhor indumentária e melhor cinematografia.
Um evento real como cenário este filme relatou a inacreditável história de um grupo de escravos africanos que se rebelou e se apoderou do controle do navio que os transportava e tentava retornar à sua terra de origem.
Quando o navio, La Amistad, foi aprisionado, esses escravos seguiram carreados para os Estados Unidos, onde foram acusados de assassinato e jogados em uma prisão à espera do seu destino. Uma apaixonada guerra se iniciou, o que prendeu o interesse de toda a nação e confrontou os alicerces do sistema judiciário norte-americano. Entretanto, para os homens e mulheres sendo julgados, tratava-se simplesmente de uma luta pelos diretos básicos de toda a humanidade... liberdade.
Anthony Hopkins, que interpretou John Quincy Adams, advogado, político e de mente revolucionária e libertária (chegou a ser presidente norte americano) era filho do ex-presidente americano John Adams, revestiu-se de ouro e purpurinas no final do diálogo do filme no qual Adams fazia o papel de advogado de defesa de grupo de escravos liderados por Cinque (um dos tantos a bordo do navio Amistad).
Cinque, interpretado pelo grande ator negro Djimon Hounsou, Adams evocou os ancestrais dele em sua defesa do caso Amistad, lembrando, igualmente, os grandes nomes que escreveram com páginas de honra e sangue a história americana: Washington, Jonh Adams, Benjamim Franklin e tantos outros.
O monólogo de Adams impressiona ainda hoje para pureza das intenções, a bravura das palavras amargas da verdade, dos antepassados que forjaram o que somos hoje, do medo de ter medo, da bravura indômita e dos ideias de liberdade.
Liberdade esta lavada e enxaguada com o sangue da guerra civil americana que estouraria algum tempo depois do caso Amistad, no confronto norte-sul dos interesses escravagistas e dos desenvolvimentistas encabeçados pelos estados do norte.
Liberdade é um conceito que o Brasil ainda não aprendeu o que representa.
Este estado natural do ser humano é confundido com atos de libertinagem e ousadia de ações ao arrepio da lei.
A liberdade significa um ato de coragem e de história escrita nas pedras com lápides de vidas tombadas pela luta para que ela seja sempre conquistada.
Não acredito em liberdade objeto de uma herança portuguesa, sem certeza, carregada a bordo das milhares de pilhagens perpetradas pela família real quando aqui chegou.
Foram centenas de navios trazendo cargas preciosas portuguesas na fuga de Dom João VI (João Maria José Francisco Xavier de Paula Luís António Domingos Rafael de Bragança) na caçada de Napoleão Bonaparte aos países ibéricos, especialmente Portugal.
Dom João VI tomaria o poder por um golpe que a vida lhe proporcionaria que foi a morte de Dom José, seu irmão que era para sido o regente de fato.
Uma herança desse naipe só poderia mostrar-nos ensinamentos mundanos sem qualquer qualidade apreciável de um povo que adora ser apreciado como da paz e do sossego.
Ninguém sabe o valor da liberdade até a momento de lutar por ela ou de sentir o gosto amargo da falta dela.
O país caminha libertino para um final doentio e sombrio.
São milhares de “BBB” cotidianos a que somos vítimas sem que qualquer um de nós ouse pensar em tomar a pena e a tinta para escrever a coisa toda de outra forma.
O Brasil perdeu o 7º Ministro de Estado pela mesma razão de sempre no repetitivo ato de corrupção passiva e ativa.
Custa-me crer que consigamos produção tão larga de gentinha especialista em detonar os alicerces do que poderia ser uma grande nação.
País pequeno se faz com pessoas desinteressadas, descompromissadas do caráter público da coisa toda, que ri da lei, que a usa para seus ideais de perversidade e falsidade.
Um país menor ainda se ergue nas latrinas do poder que a tudo e a todos corrompe sem que apareça uma força de um homem como Adams (o filho) que, com seu ato de libertar os escravos do Amistad acendeu o estopim da guerra da Secessão americana, tendo ele dito que se a guerra viesse que fosse o último derramamento de sangue para conclamar a evolução daquele povo.
Maravilha.
Com esta pena que não escreveu uma linha sequer da nossa história de país tupiniquim, pobre porque não sabe dividir suas nobres riquezas, assoreado por uma canalhada encastelada de difícil decomposição vamos levando no batuque e na crença de que Deus é brasileiro.
Quem lá de fora nos ouve e nos assiste cumpre a mesma atitude do embasbacado telespectador que se diverte vendo a sacanagem comer solta no BBB da Tv levando vantagem em tudo certo? Vendo Sodoma e Gomorra ao vivo.
Errado.
A vantagem nisso é a nossa derrota que nos idos de 2012 não conseguimos emplacar sermos um povo digno e de costumes ilibados, não galgamos nenhum sabor de liberdade porque não sabemos com que tempero ela se forja e, finalmente, solapando a esperança dum lugar patropi e cheio de vida deixaremos para as futuras gerações uma biblioteca vasta de conhecimento policial capaz de ruborescer Adams onde quer que esteja agora.
Em cem anos adiante, recordando nossos ancestrais de hoje nos depararemos com um comprovante de que nunca construímos uma nação que prestasse especialista que foi em pintar de luto nossa bandeira tendo com pano de fundo os inoxidáveis humanóides que hoje brincam no poder.
Dexa nóis livre, dexa nóis livre dizia Cinque para Adams no pouco que aprendeu da língua local, deixando uma lágrima escorrer dos olhos cansados de tanto apanhar e ter o lombo a serviço dos homens brancos.
O filme é um libelo da clarividência divina que deveria ser exibido em sessões contínuas nos bares, nas tvs, nos locais de trabalho e para todos os políticos e homens que com sua tinta e papel derrubam nossos muros da vergonha e decência.
Dexa nóis livre.
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Magno Almeida Lopes, escritor e jornalista free-lancer, administrador de empresas com habilitação em negócios internacionais, tecnólogo de obras e solos, engenheiro de rede Lan, membro efetivo da academia Piracicabana de letras, MBA em comércio exterior. Piracicaba (SP), 04 de fevereiro de 2012. Email: lopesmagno@gmail.com

HISTORIA PERIGOSA
Há muito venho utilizando este espaço para exercer meu direito a uma boa reclamação, até por um preceito constitucional.
Talvez teríamos um país um pouco melhor se todos reclamassem pelo que acham certo, por aquilo que acham justo e por aquilo que pagam.
Algumas empresas, porém, tem um comportamento nocivo de deixar seu cliente à beira de um ataque de nervos e sem qualquer tipo de resposta viável.
Na retirada do meu carro Zero KM de uma concessionária Fiat de Piracicaba, ainda neste mês de janeiro, veículo este que após todos os pagamentos realizados ainda me custou uma semana de cadeira esperando o mesmo ser entregue, uma coisa foi deixada de lado na custosa revisão de entrega que durou, como disse, sete dias.
Descobri o que havia sido deixado de lado sem checagem obrigatória de uma forma quase trágica.
Estava eu descendo uma das avenidas de Piracicaba onde em uma curva acentuada tive que fazer uma manobra de emergência para não bater num outro veículo que trafegava perigosamente ao lado.
O outro motorista embarrigou a curva que fazia de forma perigosa e fez com que eu utilizasse um raio menor para completar a curva e passar à frente dele sem que houvesse uma colisão.
Uma manobra normal que todo carro moderno “segura legal”.
O meu carro zero comportou-se de maneira totalmente inesperada e perigosa.
Um som forte vindo dos pneus e uma catastrófica instabilidade do lado de fora da curva o que transformou a minha manobra quase num desastre de capotamento. O resultado foi que os “ombros” dos pneus foram danificados com a força da curva.
Motivo: calibragem dos pneus muito abaixo do normal.
Este veículo, segundo informa seu manual, admite sem carga máxima 30 libras em média para cada rodante.
Ao me dirigir imediatamente a um posto, pois havia percebido na hora o que poderia ser, constatei que a concessionária havia me entregue os pneus com 18 libras apenas em cada pneu numa irresponsabilidade da mesma gravidade que me entregar o carro sem apertar os parafusos das rodas.
Ao ligar para a empresa recebi o silencio de volta. Acionei o 0800, nada. Impostei reclamação num site famoso de reclamações de clientes e NADA.
Quero uma explicação de forma severa e acentuada do porque os pneus não foram checados.
Além disso, o veículo estava sujo e com restos de papel de remalinha de formulário contínuo por todos os lugares. (aquela sobra de papel furadinho).
Sou um consumidor chato e “pentelho”. Não largo do pé até coloca-lo no pescoço de uma empresa para que ela me respeite e cuide dos seus serviços de forma a não colocar a minha vida e a dos meus passageiros em risco.
Queria que os amigos leitores desse meu periódico possam ajudar-me colocando essa questão nas suas redes de contato, Orkut, Facebook e outros.
A empresa chama-se Auto GT Ltda do Grupo Stefanini de Veículos.
Quem sabe depois que a rede estiver saturada de tantas mensagens, como de fato espero, esta empresa possa dar o ar de sua graça e apresentar-me: desculpas, explicações e uma compensação porque, além do perigo ainda gastei um tanque rapidamente pelo excesso de consumo de combustível.
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Magno Almeida Lopes, escritor e jornalista free-lancer, administrador de empresas com habilitação em negócios internacionais, tecnólogo de obras e solos, engenheiro de rede Lan, membro efetivo da academia Piracicabana de letras, MBA em comércio exterior. Piracicaba (SP), 30 de janeiro de 2011. Email: lopesmagno@gmail.com

STAC DEIXA
Nos idos dos meus tempos de escola saudosos, por sinal, lembro-me perfeitamente de uma brincadeira chamada stac deixa, claro, não sei se a grafia correta é essa, mas isso não importa.
O joguinho era mais ou menos assim: de comum acordo entre “X” alunos os objetos, a partir daquele momento, podiam ser tomados por um dos participantes do mútuo acordo com um simples gesto de bater as mãos em alguma coisa tipo lápis, borracha ou caneta em que alguém se distraísse e ficasse de mãos moles.
Logo concluir que fui vítima de alguns itens do meu estojo de escola, mas também acumulei bons apetrechos durante o tempo que durava a brincadeira.
Isso serve para ilustrar o texto de hoje onde vou tratar sobre o stac deixa que o brasileiro adora brincar sempre que pode e quando ninguém está olhando.
O Rio de Janeiro vive experiências do World Trade Center em NY cujas duas torres tombaram por ação de terroristas de Bin Laden em 2001.
Desta vez o tombamento dos três prédios no Rio não teve a mão de Bin Laden, mas da Prefeitura Municipal do Rio e sua secretaria de obras e fiscalização.
Alías, o Rio é uma cidade sui generis e vou explicar porque.
Conheço aquela metrópole desde os tempos em que nem havia o aterro do Flamengo e alguns bondes ainda circulavam com suas propagandas de cigarro Fulgor (cigarros ovais) e elixir paregórico que exibia uma pessoa comendo um porco inteiro pela boca para mostrar a potência do auxilio do medicamento ao pobre fígado condenado a digerir o famoso quadrúpede.
O Rio sobrevive em meio a muitas máfias, vamos lá algumas que eu me lembro agora de supetão: remoção de entulhos, reciclagem de latinhas de alumínio, barraqueiros de areia, biscoitos de polvilho de praia (há anos só se vende a marca Globo), gelo das barracas de praia, coco verde, flanelinhas, DETRAN, postos de gasolina e construção civil englobando espaços, mão de obra e fiscalização de obras e afins.
O desabamento dos três prédios em 25 de janeiro no centro do Rio de Janeiro atrás do famoso Teatro Municipal é um forte exemplo de como a morte espreita a todos por aquelas bandas.
Certamente alguma coisa de sério rolou dentro do maior prédio de 25 andares como obras fora do padrão, às vezes destruindo colunas de sustentação. Não há como impedir a ação da gravidade quando a coisa fica por conta da teoria de Isaac Newton e sua maça.
O foco do texto começa a ser iluminado neste ponto.
Os escombros, segundo noticiam os jornais de hoje, dia 28 de janeiro de 2012, estão sendo garimpados pelas empresas responsáveis pela remoção de entulhos e os pertences estão sendo surrupiados numa brincadeira de mau gosto do stac deixa. Ninguém viu vamos roubar a valer.
Um dentista que trabalhava no prédio tombado viu uma enorme caixa de Dvds musicais que lhe pertencia a bordo de um dos carros dos bombeiros, esbravejando e com atitude decisiva foi impedido de examinar a caixa mais amiúde e ameaçado por um dos homens por difamação.
Consta que bombeiros não utilizam Dvds musicais para apagar incêndio.
Um dos homens vasculhando os entulhos encontrou uma bolsa de mulher e começou a examina-la em busca de algo de valor, após o que depositou a bolsa no mesmo local onde a pegou anteriormente para dar uma disfarçada.
Vigarista. Se isso fosse um país com P grande já seria sumariamente condenado a passar o resto da vida apodrecendo em algum cubículo infestado de baratas.
Urubu de acidentes – o brasileiro adora incorporar o pássaro preto em suas atitudes duras de se aproveitar da desgraça alheia.
Quantas vezes eu já vi acidentes em rodovias com caminhões carregados de toda sorte de produtos serem saqueados por moradores das imediações.
Aqui em Piracicaba em meados de 1989 um caminhão carregado de cerveja quebrou a ponta do eixo do lado esquerdo na Avenida Independência caindo um engradado de garrafas de vidro no asfalto. O motorista se ausentou alguns minutos para chamar socorro. Quando voltava ao caminhão o saque já estava em andamento. Carga perdida e ele nem sequer aproximou-se da população enraivecida e transfigurada pelo ato numa espécie de sandice coletiva.
Um dos casos mais emblemáticos aconteceu em Santa Catarina. Um caminhão enorme carregando porcos vivos que iriam para o abate se envolveu num acidente com mais dois veículos causando no impacto um incêndio de grandes proporções.
Quem passava pelo local ao invés de ajudar as vítimas agonizando preferiu roubar os porcos alguns bastante chamuscados pelas chamas.
Numa imagem transmitida ao vivo pela TV dezenas de pessoas faziam o mesmo numa cena mais parecida com um enxame de moscas em cadáveres.
O Brasileiro depois corre apontar que o político é ladrão. Curioso ato de apontar outrem como o dedo sujo de cocô.
Abominável a cena do sabujo garimpando pertences no desastre do Rio. Aquilo me transbordou de certeza que a nossa sociedade não tem mesmo jeito e nunca vai ser digna de mais respeito.
Gente normal todos diriam, mas quando a oportunidade aparece se transforma numa besta fera de proporções bíblicas. A anedota vem agora.
A sede de garimpar os restos mortais dos prédios desabados é tamanha que um dos caminhões acabou levando um corpo não identificado por engano no local destino dos entulhos, uma região próxima à zona portuária do Rio - outrora depósitos de fantasias de algumas escolas de samba.
Os garimpos estão sendo feitos por funcionários uniformizados de uma empresa contratada pela Prefeitura do Rio, talvez uma das tantas pessoas jurídicas que fazem parte da máfia do entulho no Rio de Janeiro. Isso mesmo. Lá tem máfia até disso.
Na zona sul uma empresa “A” tem o domínio. Se entrar na zona da empresa “B” cheira a pólvora e cadáver fresco no chão.
O poder público de joelhos frente a essa canalhada que domina o espaço público e agora roubando vítimas que jazem esmagadas diante da empáfia da Prefeitura do Rio que libera, através de sua secretaria de obras, reformas e ou construções em desacordo com qualquer parâmetro mínimo de engenharia mediante pagamento de subornos.
Segundo comenta o dentista Antônio Molinário que perdeu sua caixa de DVds, Cds ou coisa que o valha:
“Não sabemos para onde o entulho está sendo levado. Para a prefeitura, é lixo. Mas, para mim, não. Ali tem fichas de clientes, documentos que não servem para a prefeitura, mas que para mim são muito úteis. Ninguém informa nada, ninguém fala nada”, disse.
É a tragédia moldada com outras tantas pinturas trágicas de uma cidade especialista em explosões de bueiros, restaurantes (caso recente), favelas, muita corrupção e roubo de turistas no desembarque.
Cidade maravilhosa sim, mas doente e infectada por centenas de anos de um poder público nefasto desde o tempo de capital federal.
Pena de morte aos ímpios.
E no final do filme da serra elétrica a Prefeitura do Rio de Janeiro pratica o stac deixa na hora dos trouxas pagarem seus impostos...Bom aí é outra máfia!
Enquanto isso na sala de justiça....(heróis Marvel).
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Magno Almeida Lopes, escritor e jornalista free-lancer, administrador de empresas com habilitação em negócios internacionais, tecnólogo de obras e solos, engenheiro de rede Lan, membro efetivo da academia Piracicabana de letras, MBA em comércio exterior. Piracicaba (SP), 28 de janeiro de 2011. Email: lopesmagno@gmail.com

