ΑΝΕΞΑΡΤΗΤΟΙ ΠΑΝΑΘΗΝΑΙΚΟΙ
Το blog απευθύνεται αυστηρώςPublished on: 24.04.2012
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| RIACHO IPIRANGA HOJE |
Neste segundo exemplar de O Roteiro em 2012, lembramos que segundo alguns o mundo vai acabar neste ano. Será? Não vou dizer aqui versículos bíblicos, porque não os decoro, mas em algum lugar do Novo Testamento fala de um fim, que mais parece o da opressão, ou seja das coisas do mundo. Se Jesus virá revestido de Glória, como poderá haver destruição, se Ele é vida e salvação? Ainda afirma na passagem que nem Jesus sabe o dia. Quem são estes loucos que ignoram a Palavra de Deus e apostam num povo que viveu num tempo atrasado em relação aos tempos de hoje? A Palavra de Deus é a verdade. “Papel aceita tudo, dizem alguns mal informados” Tudo bem, embora os judeus não acreditem no mistério da salvação em Jesus, nós cristão temos motivos para crer, por causa de fatos que revelam a verdade. O maior deles é a Ressurreição do Cristo. Outro foi a transfiguração, mostrando que Deus é o Deus dos vivos. Outro fato é a quantidade de seguidores pelo mundo a fora. Também toda Profecia cumprida acerca do Menino. Poderia alguém prever os acontecimentos, sem a manifestação do Espírito Santo? Judeus, islâmicos e outros seguidores de outras religiões paralelas à Doutrina do Filho de Deus também salvarão, porque todo joelho dobrará diante do Senhor, até aqueles que algum mal causarem aos de pouca fé, que contrairão ansiedade, pânico, podendo até chegarem a óbito. Para os que querem vender espaços online, livros, jornais, mídia, rádio, falando em filosofias vãs, seja dada toda liberdade. Aos que interpretam e pregam mensagens que visem os interesses restritos de poucos privilegiados, tais quais o profetas de BAAL , serão certamente considerados blasfemadores. Se vão para o inferno? Deus é que sabe.
Meio estouvado, era único e com a ajuda da Dona Tita e da Odilia, cuidava da saúde do povo de Espera Feliz. Rara competência profissional como médico e político que buscava antes de se eleger, até porque não conseguiu ser prefeito. Todavia a ele deve-se todo empenho que trouxe para Espera Feliz a Escola Estadual Altivo Leopoldino de Souza, um rumo novo em nossa educação na época. Dr. Antonio de Faria Salgado é inesquecível.Outro grande exemplo de trabalho e empreendedorismo, veio de um belo e jovem casal que chegou em Espera Feliz, nos anos de ouro da nossa mineração. Falamos do casal Dilsom, o saudoso Nenê Brasinha e Dona Mariluce, sua esposa, uma mulher guerreira e digna. Esta família é um bem de Espera Feliz. Eles empreenderam uma marca nova de progresso na cidade, o Restaurante Brasinha. Criaram e educaram seus filhos aqui, que são hoje cidadãos de bem ajudando no progresso de nossa cidade. Cresceram com trabalho honesto, e mesmo considerado rico, Nenê Brasinha tomava cerveja entre os pobres nos bares de periferia.Quem não se lembra do Elieltom? Foi um simpático gerente que veio para Espera Feliz com a Loja Dujuca, que naquele tempo fez a diferença no seguimento de comércio de moveis, implantando crediário num sistema moderno.A outra marca de um tempo novo foi a Casa Rodrigues, com Mariano Rodrigues, homem de peso moral, trabalhava em família. A Casa Rodrigues trabalhava com lucros justos, sem especulações super vantajosas, com crediário de acessibilidade e com honestidade.A construção e o funcionamento do Hospital de Espera Feliz foi uma bênção, uma grande conquista daquele tempo, porque os desafogou a necessidade de uso da Casa de Caridade de Carangola, que nos atendia em segundo plano.O Hotel Vale Verde, principalmente pelo seu nome, trouxe naquele tempo uma magnitude nova no serviço de hotelaria da cidade. João Vieira exigiu que o tratamento fosse diferenciado e deu certo.A cidade mudava de comportamento depois da abertura da estrada para a Macieira, dragagem do Rio São João e a urbanização do centro da cidade a começar pela imponência do prédio da Prefeitura, a utilidade do Posto Terra Branca, a ampliação da policlínica, a construção da ponte da Roque Ferreira de Castro e a primeira festa de Exposição Agropecuária.Hoje as novidades não são notadas. Cada empreendimento chega mais novo e moderno, com loja luxuosas e muito bem decoradas. Em certos estabelecimentos sobra luxo e falta simpatia, mas é um detalhe da concorrência. Muitos já notaram que todos os clientes são importantes e mudaram a forma de recepção.
Caía a tarde feito um viadutoE um bêbado trajando lutoMe lembrou Carlitos...
A luaTal qual a dona do bordelPedia a cada estrela friaUm brilho de aluguel
E nuvens!Lá no mata-borrão do céuChupavam manchas torturadasQue sufoco!Louco!O bêbado com chapéu-cocoFazia irreverências milPrá noite do Brasil.Meu Brasil!...
Que sonha com a voltaDo irmão do Henfil.Com tanta gente que partiuNum rabo de fogueteChora!A nossa PátriaMãe gentilChoram MariasE ClarissesNo solo do Brasil...
Mas sei, que uma dorAssim pungenteNão há de ser inutilmenteA esperança...
Dança na corda bambaDe sombrinhaE em cada passoDessa linhaPode se machucar...
Azar!A esperança equilibristaSabe que o showDe todo artistaTem que continuar...
No final dos anos setenta, configurando uma busca temática pela Anistia e Diretas, essa letra, marcada pela filosofia do tempo em que ainda resistia a ditadura sugadora de direitos e sangue, tempo da segunda vergonha brasileira, depois da escravidão negra.João Bosco fez a melodia e Adir Blank fez a poesia rimada cheia de metáforas, com referências ao regime de morte e sensibilizado pelo fim de Charlie Chaplin, motivação que servira para dar tom de defesa caso fosse questionada. O poeta, ao mencionar a tarde que caia, lembra o viaduto Paulo de Frontin, que trouxe dor e desespero ao desabar, e a noite depois da tragédia simboliza a repressão.A utopia da arte de Carlitos assemelha o que quisera assistir o poeta, um embriagado fazendo momices e dançando a ordem da cabeça alcoolizada, tal qual a loucura do pensamento de um exilado. A lua, dona do bordel, pode representar a desilusão ou razão de tudo estar perdido, enquanto o mata-borrão que apaga tudo e cala as vozes de um povo. O céu, que pode simbolizar tortura e prisão e as estrelas frias não representam damas da noite, mas sim generais tiranos. Mesmo exilados faziam irreverências, ou amavam a Pátria, simbolizada pelas trevas do regime. Todavia a Pátria chora e choram Marias e Clarices, representando a mulher de Vladimir Herzog e a mãe do sociólogo Herbert de Souza, o irmão do Henfil, cujo retorno sonhado por toda Pátria. Ainda simbolizadas por Marias e Clarices todas as esposas e mães de prisioneiros e exilados. Ainda nas Marias a ralé e nas Clarisses a elite, tudo chora, menos a corte totalitária. Todavia a esperança perseverava, mesmo que se conduzida na corda bamba e com risco de se machucar. A Anistia irrestrita foi anunciada em campanhas, movimento de sucesso, apesar de tudo, ainda com base em manifestos pelo mundo a fora, como a Conferência Internacional da mulher em 1975 no México. Quando Betinho desembarcou no Aeroporto de Congonhas mais de duzentas pessoas cantavam O BÊBADO E A EQUILIBRISTA em sua homenagem. Betinho continuou em movimentos por justiça social como a luta contra a fome e campanha contra a Aids, até morrer.
ESTAS FOTOS FORMA TIRADAS NO TEMPO DO SAUDOSO GRIMALDO QUEIROZ, COMO CHEFE DE GABINETE DE VÁRIOS PREFEITOS. FORAM CEDIDAS GENTILMENTE AO JORNAL O ROTEIRO POR WALKÍRIA QUEIROZ
ANTIGA MINERADORA - CASA AOS FUNDOS COM ESTILO DE FAZENDA







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